Ai... hoje eu achei que ia ter humor para contar t-u-d-o sobre a mudança para a república. Mas tô muito triste pra isso. Além de acordar às 06h, estar fazendo plantão numa redação onde os telefones não funcionam, descobri também que a pontinha de esperança de ter "esbarrado" em alguém legal não passava de ilusão.
Me pergunto porque razão alguns na humanidade têm essa tendência de amar mais ao outro do que a si mesmo... enfim, o mundo é mesmo feito de gente imbecil. To reclamando, mas acho que me incluo no grupo também.
"Tristeza não tem fim... felicidade sim!".
E se você não tá entendendo nada, é porque não era mesmo pra entender...
sábado, 29 de setembro de 2007
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
Encontrei um lar!
É isso galera: vou morar em uma república no centro de Campos! To meio enrolada, mas depois conto tudo... com requintes de ironia e crueldade, como sempre.
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
terça-feira, 25 de setembro de 2007
Em busca de um teto...
Hoje fui visitar algumas pensões para alugar um quarto, mas não gostei de nada que vi.
A primeira era até bem localizada, quartos grandes, com sacada e varandinha de fundos. Mas o único quarto individual que restava foi alugado semana passada. Teria que dividir o quarto com um cara, que não estava lá. Até pensei em perguntar se poderia voltar depois, numa hora em que ele estivesse lá.. pra checar se ele era gato, claro! Mas achei q ia ficar um pouco chato.
A pensão seguinte fica em frente à faculdade de direito aqui de Campos. Quatro meninas dividem um cubículo, sem janela, nos fundos da casa. Acho que ali está a maior concentração de beliches por metro quadrado já vista! Sem condições...
Mas o pior ainda estava por vir. Na avenida Beira-Rio, que fica de frente pro Paraíba do Sul conheci um dos lugares mais horrendos da minha vida. Uma casa com uns 5 quartos nos fundos, que mais pareciam cocheiras de cavalo. As portinhas que não iam até o teto (tipo porta de banheiro de shopping) eram "trancadas" com um pedacinho de arame enrolado a um prego preso na parede. Uma poeirada sem fim, móveis cheios de cupim. Trash total!!!
Pelo menos na volta pra casa encontrei um salão mais barato para fazer as unhas. Aqui pé e mão é mais caro q no Rio...
Vou começar a visitar umas faculdades pra ver se acho anúncios de gente querendo dividir ap... Torçam por mim!!
A primeira era até bem localizada, quartos grandes, com sacada e varandinha de fundos. Mas o único quarto individual que restava foi alugado semana passada. Teria que dividir o quarto com um cara, que não estava lá. Até pensei em perguntar se poderia voltar depois, numa hora em que ele estivesse lá.. pra checar se ele era gato, claro! Mas achei q ia ficar um pouco chato.
A pensão seguinte fica em frente à faculdade de direito aqui de Campos. Quatro meninas dividem um cubículo, sem janela, nos fundos da casa. Acho que ali está a maior concentração de beliches por metro quadrado já vista! Sem condições...
Mas o pior ainda estava por vir. Na avenida Beira-Rio, que fica de frente pro Paraíba do Sul conheci um dos lugares mais horrendos da minha vida. Uma casa com uns 5 quartos nos fundos, que mais pareciam cocheiras de cavalo. As portinhas que não iam até o teto (tipo porta de banheiro de shopping) eram "trancadas" com um pedacinho de arame enrolado a um prego preso na parede. Uma poeirada sem fim, móveis cheios de cupim. Trash total!!!
Pelo menos na volta pra casa encontrei um salão mais barato para fazer as unhas. Aqui pé e mão é mais caro q no Rio...
Vou começar a visitar umas faculdades pra ver se acho anúncios de gente querendo dividir ap... Torçam por mim!!
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
Gente, se eu morrer soterrada, queimada ou levada pelo vento, não se surpreendam. Descobri que estou trabalhando em área de risco.
A redação fica no 16o e penúltimo andar de um dos principais prédios do Centro de Campos. Hoje, depois de um calor banguense, no fim da tarde começou um vento desses de acabar até com escova japonesa, sabe?! Pois bem, tudo começou a tremer.
As janelas pareciam que iam quebrar e o barulho era ensurdecedor!
E todos na redação me olham com cara de paisagem e fazem comentários do tipo: "Não, fica tranquila, é assim mesmo... Tem dia que é pior... até o teto balança!" Como assim o teto balança, minha gente??
Aí, só pra me deixar tranquila, um dos cinegrafistas lança a pérola: "O problema mesmo é se tiver um incêndio... Não sei se você sabe, mas o Corpo de Bombeiros de Campos não tem escada magirus."
É...bem-vindos à Sucupira!
A redação fica no 16o e penúltimo andar de um dos principais prédios do Centro de Campos. Hoje, depois de um calor banguense, no fim da tarde começou um vento desses de acabar até com escova japonesa, sabe?! Pois bem, tudo começou a tremer.
As janelas pareciam que iam quebrar e o barulho era ensurdecedor!
E todos na redação me olham com cara de paisagem e fazem comentários do tipo: "Não, fica tranquila, é assim mesmo... Tem dia que é pior... até o teto balança!" Como assim o teto balança, minha gente??
Aí, só pra me deixar tranquila, um dos cinegrafistas lança a pérola: "O problema mesmo é se tiver um incêndio... Não sei se você sabe, mas o Corpo de Bombeiros de Campos não tem escada magirus."
É...bem-vindos à Sucupira!
Olá queridinhos! Fim de semana sem computador, por isso sem postagens.
Vamos ao relatos:
Saí de Campos só no sábado, então não foi possível comparecer à tradicional festa da tia Preta em Big Field. Chiboquinhas só na próxima oportunidade.
Ver minha amiga Lala de branco e chorando feito pamonha no altar (rsrs) foi emocionante. Depois de tanto enrolar o pobre do Marcos, finalmente virou senhora.
A festa foi ótima. Revi os amigos globetes, de quem estava morrendo de saudades! Fui até o chão, chão, chão, chão algumas vezes, principalmente na companhia do Brazão. Nossos joelhos demonstraram estar em super boa forma.
Já o domingão foi de total marasmo. Dormi, comi, dormi e vi Tv. Pelo menos o corpo acordou bem descansado hoje.
Comecei minha procura por casa. Estou na exepectativa de alugar o qaurto na casa dos usineiros falidos, mas não sei se vai rolar. QQ novidade, eu grito!
Ah, tá um calor filha da puta! Nem o ventinho do Rio Paraíba tá rolando hoje...
Vamos ao relatos:
Saí de Campos só no sábado, então não foi possível comparecer à tradicional festa da tia Preta em Big Field. Chiboquinhas só na próxima oportunidade.
Ver minha amiga Lala de branco e chorando feito pamonha no altar (rsrs) foi emocionante. Depois de tanto enrolar o pobre do Marcos, finalmente virou senhora.
A festa foi ótima. Revi os amigos globetes, de quem estava morrendo de saudades! Fui até o chão, chão, chão, chão algumas vezes, principalmente na companhia do Brazão. Nossos joelhos demonstraram estar em super boa forma.
Já o domingão foi de total marasmo. Dormi, comi, dormi e vi Tv. Pelo menos o corpo acordou bem descansado hoje.
Comecei minha procura por casa. Estou na exepectativa de alugar o qaurto na casa dos usineiros falidos, mas não sei se vai rolar. QQ novidade, eu grito!
Ah, tá um calor filha da puta! Nem o ventinho do Rio Paraíba tá rolando hoje...
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
Estava na fila da farmácia semana passada.
Vejo ao meu lado um velho pra lá dos 70. Com bonezinho de político e saquinho plástica na mão, onde guardava os pertences, ele pede ajuda de um funcionário para comprar camisinha.
O velhinho sai decepcionado. Não tinha nenhuma de tamanho "extra". Antes de deixar o estabelecimento lamenta: " Só tem das pequeninha, né?!".
Vejo ao meu lado um velho pra lá dos 70. Com bonezinho de político e saquinho plástica na mão, onde guardava os pertences, ele pede ajuda de um funcionário para comprar camisinha.
O velhinho sai decepcionado. Não tinha nenhuma de tamanho "extra". Antes de deixar o estabelecimento lamenta: " Só tem das pequeninha, né?!".
E quem disse que felicidade não existe??
Bem minha gente, com um pouquinho de atraso (to trabalhando horrores!!), vamos à parte feliz da minha nova vida campista:
Eu já estava tentando me acostumar ao hotel tenebroso. Mas tava difícil... Por mais que a brisa agradável que bate por aqui tentasse me animar, chorava a todo tempo.
Naquela terça-feira, a luz no fim do túnel apareceu por volta das 15h, junto com o toque do celular. Do outro lado da linha, falava Vânia, que até aquele momento era para mim apenas a mãe do Léo... mas eu logo descobriria que se tratava de um anjo!
Explico: Léo é meu coleguinha de UERJ. Ele mora hoje no Rio, mas é natural de Campos. Sua família ainda vive aqui. Como ele acreditava que eu não fosse ter coragem de pedir socorro, passou meu telefone para a mãe. Por isso, a ligação.
Como se me conhecesse há anos, com menos de um minuto de conversa ela diz: "Então minha filha, porque você não fica aqui em casa?? Passo amanhã de manhã pra te buscar!" Engoli o orgulho e a vergonha e aceitei. A sensação de que aquela seria a ultima noite na caverna do dragão me deixava muito feliz!
Duas horas depois, ela me ligou de novo: "Lilian, pelo amor de Deus! Minha amiga acabou de dizer que esse hotel que você está é um hotel de caminhoneiro, minha filha! Não vou deixar você dormir aí não. Estou no trabalho, mas às 23h passo pra te buscar!!". Depois reclamam porque eu acredito em Deus...
E aí minha gente, que há quase duas semanas durmo em um quarto de hóspedes fofo e convivo com pessoas muito especiais. Me sinto abrigada e querida pela família Puglia e tenho a sensação de que vou demorar muito tempo ainda para pagar a dívida de gratidão que adquiri!! rsrs
Vou e volto andando do trabalho. Quando to muito cansada, pego um taxi e, morram de inveja!!!, pago R$5,00!! rsrsrs
To me sentindo feliz como há muito tempo não sentia, levando uma vida tranquila que há muito tempo não tinha...
Continuo procurando um lugar pra morar. Talvez eu alugue um quarto em um casarão, que pertence a uma família de usineiros falidos da região. Um luxo!! hehehe
Ah, amanhã tô no Rio! Tem casamento da Laís e festa na casa da Tia Preta (com muita chiboquinha, como sempre!!rs)
Eu já estava tentando me acostumar ao hotel tenebroso. Mas tava difícil... Por mais que a brisa agradável que bate por aqui tentasse me animar, chorava a todo tempo.
Naquela terça-feira, a luz no fim do túnel apareceu por volta das 15h, junto com o toque do celular. Do outro lado da linha, falava Vânia, que até aquele momento era para mim apenas a mãe do Léo... mas eu logo descobriria que se tratava de um anjo!
Explico: Léo é meu coleguinha de UERJ. Ele mora hoje no Rio, mas é natural de Campos. Sua família ainda vive aqui. Como ele acreditava que eu não fosse ter coragem de pedir socorro, passou meu telefone para a mãe. Por isso, a ligação.
Como se me conhecesse há anos, com menos de um minuto de conversa ela diz: "Então minha filha, porque você não fica aqui em casa?? Passo amanhã de manhã pra te buscar!" Engoli o orgulho e a vergonha e aceitei. A sensação de que aquela seria a ultima noite na caverna do dragão me deixava muito feliz!
Duas horas depois, ela me ligou de novo: "Lilian, pelo amor de Deus! Minha amiga acabou de dizer que esse hotel que você está é um hotel de caminhoneiro, minha filha! Não vou deixar você dormir aí não. Estou no trabalho, mas às 23h passo pra te buscar!!". Depois reclamam porque eu acredito em Deus...
E aí minha gente, que há quase duas semanas durmo em um quarto de hóspedes fofo e convivo com pessoas muito especiais. Me sinto abrigada e querida pela família Puglia e tenho a sensação de que vou demorar muito tempo ainda para pagar a dívida de gratidão que adquiri!! rsrs
Vou e volto andando do trabalho. Quando to muito cansada, pego um taxi e, morram de inveja!!!, pago R$5,00!! rsrsrs
To me sentindo feliz como há muito tempo não sentia, levando uma vida tranquila que há muito tempo não tinha...
Continuo procurando um lugar pra morar. Talvez eu alugue um quarto em um casarão, que pertence a uma família de usineiros falidos da região. Um luxo!! hehehe
Ah, amanhã tô no Rio! Tem casamento da Laís e festa na casa da Tia Preta (com muita chiboquinha, como sempre!!rs)
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
Citação roubada do orkut de Ana Rosa:
"As Melhores Mulheres pertencem aos homens mais atrevidos. Mulheres são como maçãs em árvores. As melhores estão no topo. Os homens não querem alcançar essas boas, porque eles têm medo de cair e se machucar. Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão, que não são boas como as do topo, mas são fáceis de se conseguir. Assim, as maçãs no topo pensam que algo está errado com elas, quando na verdade, ELES estão errados... Elas têm que esperar um pouco mais para o homem certo chegar... aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore”.
(Machado de Assis)
Conclusão: Pô, essa minha macieira é alta pra c!*#
"As Melhores Mulheres pertencem aos homens mais atrevidos. Mulheres são como maçãs em árvores. As melhores estão no topo. Os homens não querem alcançar essas boas, porque eles têm medo de cair e se machucar. Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão, que não são boas como as do topo, mas são fáceis de se conseguir. Assim, as maçãs no topo pensam que algo está errado com elas, quando na verdade, ELES estão errados... Elas têm que esperar um pouco mais para o homem certo chegar... aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore”.
(Machado de Assis)
Conclusão: Pô, essa minha macieira é alta pra c!*#
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
To be continue...
Depois daquela primeira noite de horror, acordei cedo... sem muita vontade de abrir os olhos. Briguei um bocado com a torneira que dava choque, chorei mais um pouco e me vesti.
Decidi resolver questões práticas da vida, antes que as subjetivas me fizessem chutar o balde. Então só pra lembrar um pouquinho da minha terra, peguei uma kombi até o Centro. Sim, Campos também tem kombi! Aliás, a cidade parece ter uma aura híbrida, que mescla a calmaria do interior com o caos urbano. Algo interessante, no mínimo.
Bancos lotados, camelôs vendendo "Tropa de Elite", o calçadão cheio de gente... Lembrei de Madureira e me senti mais à vontade.
Conta bancária aberta, sigo pro trabalho - motivo dessa mudança brusca em minha vida. Fui bem recebida e o dia passou rápido. Saber que os computadores não estavam bloqueados para orkut nem msn me deixou muito feliz!
De volta à caverna do dragão, ou hotel... aliás, vale uma ressalva: o nome do hotel era "Doce Lar". Puro deboche, segundo minha amiga Roberta Carvalho. Enfim, de volta à caverna, ligo pra recepção solicitando alimento. O homenzinho me responde : "Ô minha filha, a gente não serve nada não. Mas tem uma barraca aqui perto que vende um angu à baiana que é uma maravilha!".
Pura mentira, o angu tava uma merda! Mais uma noite de estomago vazio e coração partido...
Nossa, ando tão piegas...
****
Logo mais vou vou postar como minha vida mudou aqui na terra Goytacaz... até mais tarde!
Decidi resolver questões práticas da vida, antes que as subjetivas me fizessem chutar o balde. Então só pra lembrar um pouquinho da minha terra, peguei uma kombi até o Centro. Sim, Campos também tem kombi! Aliás, a cidade parece ter uma aura híbrida, que mescla a calmaria do interior com o caos urbano. Algo interessante, no mínimo.
Bancos lotados, camelôs vendendo "Tropa de Elite", o calçadão cheio de gente... Lembrei de Madureira e me senti mais à vontade.
Conta bancária aberta, sigo pro trabalho - motivo dessa mudança brusca em minha vida. Fui bem recebida e o dia passou rápido. Saber que os computadores não estavam bloqueados para orkut nem msn me deixou muito feliz!
De volta à caverna do dragão, ou hotel... aliás, vale uma ressalva: o nome do hotel era "Doce Lar". Puro deboche, segundo minha amiga Roberta Carvalho. Enfim, de volta à caverna, ligo pra recepção solicitando alimento. O homenzinho me responde : "Ô minha filha, a gente não serve nada não. Mas tem uma barraca aqui perto que vende um angu à baiana que é uma maravilha!".
Pura mentira, o angu tava uma merda! Mais uma noite de estomago vazio e coração partido...
Nossa, ando tão piegas...
****
Logo mais vou vou postar como minha vida mudou aqui na terra Goytacaz... até mais tarde!
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Numa cidade muito longe daqui...
A despedida de domingo foi regada a muitas lágrimas. Minha mãe parecia que ia morrer. Tanto, que o homenzinho da rodoviária disse que ela nem precisava pagar a tarifa pra me acompanhar até o ônibus. Uma mulher chorando ele até aguentava... mas duas ao mesmo tempo era doído demais!
Entro no ônibus com aquela cara horrorosa e as pálpebras parecendo de um peixe-boi. Procuro pela minha poltrona e o que encontro? Um homem Lindo (com L maiúsculo mesmo!). Ele tava ali, sentado do meu lado e a cena parecia de comédia-romântica. Mas, na boa, com aquela cara, como puxar assunto??
Vi que havia uma grande distância entre nós: enquanto eu lia tudo sobre a expectativa da votação de Renan, ele leu uma matéria sobre o jogo do fluminense e jogou o jornal fora. Mas tudo bem, a gente consegue superar isso. O pior mesmo continuava sendo a minha cara de choro.
Uns minutos depois, respiro fundo. Decido que quero ouvir a voz dele, mesmo que para isso eu tivesse que dizer a primeira palavra. Me preparo, viro na direção dele e... ele já tá dormindo! Restou-me apenas o brigadeiro que a Vivi fez especialmente pra viagem. Aliás, estava uma delícia amiga!
Algumas horas depois, chego a Campos dos Goytacazes. Quando o táxi para na porta do hotel, eu começo a sentir medo, muito medo. A fachada de motel de beira de estrada se soma aos muitos caminhões parados na porta. A essa altura já estou apavorada.
O quarto é grande. Três camas de solteiro, guarda-roupa, uma mesa de madeira, uma televisão em versão pocket e... não, não tem geladeira. Vou ao banheiro e, para minha surpresa, ele é limpo e tem água quente. Pena que a torneira dá choque. Sigo para a janela na esperança de ter uma vista compensadora. Pena que ela se abra feito basculhante e só dê pra ver um muro branco, pintado de cal.
É aí que olho as malas. Vejo minha vida empacotada, ali naquele canto do quarto. É como se tivessem me espremido pra poder caber em um novo lugar. Um lugar que não é mais Sulacap. Que não é mais aquele apartamento onde aprendi a engatinhar e onde caminho no escuro pra pegar o copo d'água na madrugada. Simplesmente não é mais. E aí, mais lágrimas.
Vou em busca de ar e um computador com internet. E ali, "teclando" com os amigos voltei a respirar. Mondaini me manda segurar a onda e não chutar o balde. Marcela me obriga a tentar fazer o cadastro dela para receber por e-mail avisos de trânsito astrológico. Scraps sinceros me deixam feliz. Sinto que consigo suportar pelo menos mais um dia. Pelo menos mais um...
Na volta pro quarto de hotel, mais um alento: um ótimo episódio de Cold Case.
O dia foi longo, mas consigo dormir.
Entro no ônibus com aquela cara horrorosa e as pálpebras parecendo de um peixe-boi. Procuro pela minha poltrona e o que encontro? Um homem Lindo (com L maiúsculo mesmo!). Ele tava ali, sentado do meu lado e a cena parecia de comédia-romântica. Mas, na boa, com aquela cara, como puxar assunto??
Vi que havia uma grande distância entre nós: enquanto eu lia tudo sobre a expectativa da votação de Renan, ele leu uma matéria sobre o jogo do fluminense e jogou o jornal fora. Mas tudo bem, a gente consegue superar isso. O pior mesmo continuava sendo a minha cara de choro.
Uns minutos depois, respiro fundo. Decido que quero ouvir a voz dele, mesmo que para isso eu tivesse que dizer a primeira palavra. Me preparo, viro na direção dele e... ele já tá dormindo! Restou-me apenas o brigadeiro que a Vivi fez especialmente pra viagem. Aliás, estava uma delícia amiga!
Algumas horas depois, chego a Campos dos Goytacazes. Quando o táxi para na porta do hotel, eu começo a sentir medo, muito medo. A fachada de motel de beira de estrada se soma aos muitos caminhões parados na porta. A essa altura já estou apavorada.
O quarto é grande. Três camas de solteiro, guarda-roupa, uma mesa de madeira, uma televisão em versão pocket e... não, não tem geladeira. Vou ao banheiro e, para minha surpresa, ele é limpo e tem água quente. Pena que a torneira dá choque. Sigo para a janela na esperança de ter uma vista compensadora. Pena que ela se abra feito basculhante e só dê pra ver um muro branco, pintado de cal.
É aí que olho as malas. Vejo minha vida empacotada, ali naquele canto do quarto. É como se tivessem me espremido pra poder caber em um novo lugar. Um lugar que não é mais Sulacap. Que não é mais aquele apartamento onde aprendi a engatinhar e onde caminho no escuro pra pegar o copo d'água na madrugada. Simplesmente não é mais. E aí, mais lágrimas.
Vou em busca de ar e um computador com internet. E ali, "teclando" com os amigos voltei a respirar. Mondaini me manda segurar a onda e não chutar o balde. Marcela me obriga a tentar fazer o cadastro dela para receber por e-mail avisos de trânsito astrológico. Scraps sinceros me deixam feliz. Sinto que consigo suportar pelo menos mais um dia. Pelo menos mais um...
Na volta pro quarto de hotel, mais um alento: um ótimo episódio de Cold Case.
O dia foi longo, mas consigo dormir.
Introdução
Olá meus amores!
Começo hoje um projeto que venho adiando há pelo menos um ano: o de virar uma blogueira.
Apesar da demora, acho que agora chegou o momento propício. Longe de casa e começando vida nova, torço para que este endereço eletrônico se transforme no ponto de encontro ideal para contar as novas, e tb velhas, sobre minha vida aos amigos.
Espero atualizá-lo diariamente. Espero... mas não juro! rs
Isto posto, vamos aos trabalhos.
Começo hoje um projeto que venho adiando há pelo menos um ano: o de virar uma blogueira.
Apesar da demora, acho que agora chegou o momento propício. Longe de casa e começando vida nova, torço para que este endereço eletrônico se transforme no ponto de encontro ideal para contar as novas, e tb velhas, sobre minha vida aos amigos.
Espero atualizá-lo diariamente. Espero... mas não juro! rs
Isto posto, vamos aos trabalhos.
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